terça-feira, 10 de maio de 2011

"Entonces", ...de repente, entorse


Sexta passada, bem antes das oito da manhã, levei um dos tombos mais doloridos da minha vida. Tão dolorido quanto ridículo!
Tudo bem que, pra mim, meus tombos sempre são ridículos, mas este... fala sério!!!

Lilith, minha cadela, começou a latir desesperadamente, aos pulinhos, olhando para o alto de uma árvore que temos no meu quintal.
Eu pedi que ela se calasse, em vão.  Eu ainda estava com sono e não desejava que ela acordasse o meu pai com os latidos. Meu pedido foi solenemente ignorado. Ela latia mais e mais. Era um desespero, parecia que tínhamos um invasor pronto para atacar (pastores alemães podem ser muito dramáticos quando querem impressionar!)
Larguei o computador e saí, de chinelos de quarto e pijama, para tentar ver o motivo de tanta reclamação canina.
Ela pulava freneticamente e olhava fixamente para o alto, resmungando e latindo, latindo, latindo.
Comecei a procurar o motivo, olhando também para o alto, para o meio dos galhos do cipreste inocente. Não via nada, apenas dois ninhos, nenhum passarinho à vista. Lilith de pêlos em pé! Sinal de ataque.
Enquanto eu contornava a árvore e me afastava um pouco,  arrastando os pés e querendo ver melhor, o imprevisto aconteceu. 

CATAPUM!!!!!!!!!!!

Agora me diz: quintal  com declive  e chão de paralelepípedos brutos e irregulares  +  pessoa sonada e curiosa a olhar pra cima,  arrastando os chinelos sem olhar onde pisa, ia dar em quê?????

E num piscar de olhos, entre um latido e outro, lá estava eu, deitada sobre o meu pé torcido, deveras dolorido, tentando gritar baixinho de dor... Sim, porque quando a dor é muita, a gente quer gritar. Eu queria, mas não podia! Queria gritar todos os palavrões que conheço em alto e bom som. Esfregava delirantemente meu tornozelo e o peito do meu pé que pareciam arder de dor, tanta, tanta dor! Só que era cedo, e eu não queria assustar ninguém. Enquanto as lágrimas corriam pelo meu rosto contorcido, eu gemia em sons agudos, mas baixinhos...

Ai, ai, ai, ai, ai, ai, aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii, caceeeeeeeeeeeeeeeeeete!

Meu único consolo foi ver que a Lilith imediatamente parou de latir!.. Veio lamber minha bochecha molhada de choro, num gesto tão lindo, que me fez ter forças para levantar apoiada na parede.

Saco de gelo sobre o tornozelo, spray de metila, massagem... Alívio  relativo e eu saí de casa para trabalhar acreditando que aquela dor iria passar logo.
Pois é... me enganei.  Aumentou! Ô, como aumentou!!!!!

Quatro dias depois, já estou de saco cheio dessas muletas, dessa tala de gesso, de ter que ficar quieta.

Eu não sei ficar quieta. Eu não posso ficar assim, tão quieta.  Sei que devo, mas...
Que remédio? Então, fiquemos quieta!


domingo, 8 de maio de 2011

Minha melhor amiga


Quase dez anos sem você por perto... mas ainda assim, tão presente e tão forte ao meu lado, em todos os momentos de alegria, em todos os momentos de dor.
Você, Dona Helena, foi uma pessoa exemplar,e tive a felicidade de tê-la como mãe. Pena ter sido por tão pouco tempo.

Obrigada por ter feito de mim a pessoa que sou. Você continua viva nos meus pensamentos, nas minhas saudades, nas minhas escolhas, nas minhas orações.
Alguém que teve o seu amor não pode se sentir infeliz, jamais.
Você ainda guia meus passos e me ampara nas quedas.

Onde quer que você esteja, mãe, seja feliz! Tenha um lindo dia! E fique sempre com Deus

terça-feira, 3 de maio de 2011

Ataque de sono



Não sei o que me acontece, mas bateu-me um descomunal ataque de sono agora. Isto aqui, no trabalho, no meio de expediente! E não pensem que isto seja consequência de falta do que fazer, de tremendo ócio, de silêncio monótono, de iluminação baixa. Não, não! Tudo caminhando como de costume, entre blablablás de conversas de alguns ao telefone, outros a acertar detalhes, três televisores ligados,(sendo apenas dois no mesmo canal) e o digitar frenético de alguém que é rápido com os dedinhos no teclado.
Como é que eu posso ter sido atropelada por este ataque absurdamente forte de sono no meio de tudo isto?????????
Tenho uma amiga desconfiadíssima, daquelas que enxerga coisas escondidas por todos os lados, que sei que me diria se estivesse me "ouvindo" agora:
- Xiiiiiiiii, cuidado, pode ser quebranto!

Bem, como eu não sei mesmo como é que posso estar assim, com os olhos ardendo e quase fechados, vou sair para tomar um cafezinho lá fora.
Embora tenhamos aqui um sofazinho. ele é pequeno, frio e nada aconchegante. Melhor ignorar sua presença no ambiente... Afinal, muito cedo e local inapropriado para me entregar aos braços de Morfeu, não é, não?

Vou para o meu café!

domingo, 1 de maio de 2011

Até quando???

Na volta para casa, guiando, meus pensamentos costumam voar sobre o asfalto. Dia desses foi mais ou menos assim:

Uma coisa é fato: já vivi mais da metade da minha vida.!
Se soubesse hoje quanto tempo ainda tenho de vida, o que eu faria???
Mudaria alguma coisa, correria atrás de outras? Faria listas de prioridades? Relacionaria lugares para visitar, coisas para ver, festas para ir, pessoas para amar e me declarar, livros para ler, músicas para dançar e cantar???
Enfim, o que eu não gostaria de perder? O que gostaria de doar, deixar? E se eu decidisse que sim, que gostaria de fazer algumas coisas antes de morrer, por que já não começo a fazê-las agora? Por que não passo a viver de uma maneiras mais próxima daquilo que seria, talvez, levar uma vida mais plena e feliz?
Todo mundo diz e é verdade: a única certeza que temos na vida é que, um dia, vamos morrer. Saber quando, como  e onde não importa. Pelo menos pra mim. Aliás, acho até melhor não saber.

Seria preciso, para passar a viver verdadeiramente,  tomar um mega susto, ver a vida por um fio, ser vítima de uma doença grave e fatal, ter um acidente, perder alguém muito importante?
Por quê? Por que não viver a vida da melhor maneira possível?
Cheguei à conclusão de que não mudaria nada. Acho que gosto da vida que levo, acho que sou feliz. Isso não me impede, claro, de sorrir mais para as outras pessoas. Afinal, eu ainda estou aqui! 
; )

terça-feira, 26 de abril de 2011

Intervalo para cuidar das minhas listinhas

Intervalo nas minhas escritas...
(Enquanto isso eu cuidando de “ticar”minhas intermináveis listinhas)

Não sei se já disse, mas eu vivo cercada de listas na minha vida. 
Se não as tiver por perto, vou me esquecer de um compromisso, vou comprar coisas a mais ou a menos, vou perder mais tempo do que preciso.
Adquiri o hábito de criar listas de compras, de itens para fazer, de compromissos, de tudo!
Eu faço um quadradinho ao lado esquerdo da linha e descrevo em seguida o que precisa ser anotado. E só vou fazendo cruzes nestes quadradinhos quando liquido aquela tarefa.
Assim vou levando os dias e as obrigações com a sensação ilusória de que tenho a vida sob controle, um pouco organizadinha.
Além das comuns listas de compras, que levo para supermercados e shoppings em datas certas, costumo fazer estas  outras listas em cadernos, cadernetas, caderninhos... comprados e  destinados para este fim.  Eu vou marcando TUDO que preciso fazer.
Devo confessar que sinto inenarrável  prazer quando olho para uma página que quase não apresenta mais quadradinhos em branco!
Será mania?

Peguei este hábito com uma colega super mega organizada com quem trabalhei, a Marcia Pi.
Produtora competente, ela nunca se esquecia de nada e parecia ter sempre tudo sob controle.
No seu caderno, se você visse um quadradinho em branco, a tarefa estava por fazer. Se visse apenas uma linha diagonal dentro do quadradinho, o trabalho tinha começado a ser feito,  estava em andamento, mas não concluído. Se tivesse já o famoso “xis” no quadradinho, ou se quiser ler como “dois riscos diagonais opostos”,  pronto! Acabou, tarefa concluída.
Eu devo admitir que não chego a tanto. Não costumo ticar para me informar que comecei  o trabalho. Apenas tico quando termino!

Pi usava um caderno destes no trabalho e eu acabei fazendo o mesmo.
Hoje tenho um no trabalho e um para a vida pessoal. No trabalho, um caderno grande, tipo universitário.
Na vida pessoal, cadernos menores, que caibam na bolsa, para que eu possa levar pra qualquer lugar e anotar naqueles momentos livres.
E tem alguns momentos estranhos em que eu saco o bichinho e saio anotando o que lembro e ticando o que foi feito:  sala de espera do dentista, do médico, no congestionamento dentro carro, antes de dormir, enfim... Deu vontade ou lembrei de alguma coisa? Tá valendo!
Acaba virando um passatempo. O problema é que a gente se acostuma.
Será que vira TOC?
rsrsrs
(X) fazer declarações Imposto de Renda
(x) comprar ovos de Páscoa
(  ) pagar conta dos telefones Abril
(x) telefonar para a Mô
(x) pintar o cabelo
(x) comprar ração da Lilith
(  ) colocar casacos de inverno no sol
(  ) marcar consulta dentista
(  ) agendar clareamento
(  ) trocar horário na drenagem
(  ) comprar presente de aniversário Flavinha
(  ) trocar o óleo do carro
(  ) lavar edredon vermelho
(x) marcar exame domiciliar pai
(  ) compras semana
(x) retirar dinheiro no caixa
(  ) pesquisar preços remédios do pai
(x) xerocar documentos
(x) licenciar carro Al
(  ) preparar recibos empregada
(x) pedir orçamentos almoço colégio
(  ) reservar data manicure
(  ) encomendar vitaminas
(  ) organizar gavetas criado
(  ) gravar novo CD mp3 para levar no carro
(X) pagar imposto renda - pai
(  ) etc
(  ) etc
(  ) etc

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Mais "Foo Fighters", que eu adoro



Music video by Foo Fighters performing The Pretender. YouTube view counts pre-VEVO: 4,323,242 (C) 2007 Roswell Records, Inc.

domingo, 17 de abril de 2011

Apagando o dia

É!
Tem dia que é chato, mesmo.  E a culpa não é de ninguém, nem  mesmo minha.
O sol saiu brilhante, quentinho, e transformou o domingo num lindo dia de céu azul com poucas nuvens.  Nem assim...
As pessoas devem ter aproveitado para passear, tomar sorvete, ficar ao ar livre, andar de bicicleta, brincar com cachorros e crianças.
Eu, não!
Na contra-mão de todos que lotaram os parques, eu me escondi dentro de casa.
Rezei para que o telefone não tocasse, para que visitas não aparecessem  e para que o domingo voasse.
Esparramei-me sobre a cama que eu não arrumei e deixei o banho para o final do dia.
Só cumpri com os cuidados que tenho que ter com o meu pai doente. E tentei disfarçar o meu desânimo, mas hoje eu não consegui.  Hoje eu não exigi demais de mim. Hoje não me forcei sorrir sem sentir.
Ainda falta um pouco de domingo no relógio. Sim, porque para mim, domingos acabam quando  começa a tocar a musiquinha do Fantástico.  
Alguns dias é tão mais fácil não forçar a barra, não fazer cara de feliz!
Tem alguma coisa errada quando você quer dormir muito, muito, muito.
Tem alguma coisa errada quando você fica triste porque a noite acabou e você precisa se levantar de manhã, não tem?

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Eu tenho umas manias estranhas. Tudo bem, todo mundo tem!  E daí?
Normal!!!

Uma delas é a de ouvir, incessantemente, uma música até cansar, até não ter mais forças pra cantar e, finalmente,  relaxar.
Um desejo compulsivo, que não sacio enquanto todas as notas não invadirem cada milímetro do meu ser.
Normalmente são músicas cheias de energia, que mexem comigo.
A maioria delas tem  a bateria forte, o ritmo quase agressivo...

Hoje a “Best Of You”, do Foo Fighters, estava intermitente na minha cabeça...
Sabe quando você se pega lembrando do refrão a todo momento, assim, do nada? E a música vai e vem, interrompendo o seu raciocínio, te pedindo pra ficar.
Enquanto eu não coloquei pra ouvir uma ,duas, cinco vezes,  não me satisfiz.
Adoro.

Hoje estou assim. Não estou pra conversas. Pelo menos por enquanto.
Não sei se você também é assim, esquisito,  como eu.  Talvez me entenda,  talvez ria de mim. Não importa. Você deve ter as suas esquisitices também.

Tem dia pra falar pelos cotovelos, tem dia pra calar, tem dia pra cantar e gritar...
Hoje me realizo nas caretas e agudos do Dave Grohl. Hoje vai ser assim!




Music video by Foo Fighters performing Best Of You. (C) 2005 Roswell Records, Inc.
 
Estou aprendendo a dizer não!
Finalmente!!!!
Coisa boa!
Como pude demorar tanto????





domingo, 10 de abril de 2011

Uma noite bem dormida

Acordei cedinho depois de horas de sono bem recebido. Passei a longa noite me dividindo entre  agarrar  meus travesseiros,   ficar de mãos dadas com o meu marido,  aninhar-me  em seu corpo ou simplesmente esparramar-me pela cama. 
Foi muito bom!
Fazia muito, muito tempo, que não dormia tanto assim naturalmente.
Ontem à noite, por volta das dezenove horas, tomei um lanche e resolvi deitar na cama para descansar.  E ali fiquei! O soninho foi chegando, meus olhos começaram a pesar e a preguiça foi tomando conta de mim tão profunda e rapidamente que não resisti. Só tive coragem de mudar a roupa e me enfiar embaixo do edredon porque estava com frio. Sim, edredon, porque ontem no final da tarde, de uma hora para a outra, começou a bater um ventinho e o tempo esfriou rapidamente. Comecei a sentir frio no quintal e declarei, ao pessoal aqui de casa, que aquela seria uma noite boa para dormir.
Algum bom anjo estava passando, ouviu,  consentiu e disse ”Amém!”.
Nem duas horas depois, eu já estava dormindo tranquilamente na minha caminha.
Que coisa boa!
E ali fiquei, por duas, três, quatro horas em sono profundo...Já não sei. Não fiz as contas.  
Hoje cheguei a brincar perguntando se alguém tinha posto alguma coisa no meu suco.
Levantei algumas vezes da cama, mas voltei logo e o sono não foi embora, retornou bonzinho e amigo para os meus braços. Sonhei, sonhei, sonhei.
Eu precisava mesmo disso. 
Às vezes os prazeres podem ser tão simples, não?

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Preguiça disso

Dizem que sou boa observadora. Sou, sim, mas  isso nem sempre é bom.
Há coisas que eu preferia não ver, não ouvir, não perceber...

Tenho olhado ao redor e visto muita gente fingindo. Será que são felizes?
Fingindo serem amigas, fingindo serem animadas, fingindo serem confiáveis.
Fingindo serem interessantes, fingindo inteligentes, fingindo serem especiais.
O pior de tudo, pra mim, é fingirem ser amigas.
Por interesse, por falta de princípios, por falta de tudo? A vida dessas pessoas é assim, pautada em mentiras.

_ Por quê?

Uma revolução nos valores??? Será que eu perdi o trem e o legal agora é ser assim?
Hummmm, não quero. Eu passo. Que fiquem longe de mim.

"Passarinho que dorme com morcego acorda com cabeça pra baixo".
Há um outro ditado velho e desgastado que cai também muito bem:
- Diga-me com quem andas e eu te direi quem és!


Tô fora! Tenho uma reputação a zelar... rsrsrs

Pessoas, que na verdade mal se suportam, se abraçam e dividem piadinhas infames. Sim, porque pra mim, alguém que fala mal de alguém quando essa pessoa não está por perto, não pode ser amigo de verdade. De repente o que importa é fazer parte da turminha, nem que seja compartilhando o escárnio.  E dividida e absorvida cada cota de maldade entre partes, cada um sai com o sorrisinho artificial, triunfante, de quem se julga aceito no grupinho malecidente. Que triste!

E eu me pergunto de novo:
_ Por quê?

Alguém me ajuda a entender?

quarta-feira, 30 de março de 2011

De grão em grão... Sabe-se lá no que vai dar.
Há quem diga que: de grão em grão, a galinha enche o papo.
Depois do dia que tive hoje, já não sei. Depois de tantas minúcias chatinhas, estou mais para dizer que:
De grão em grão, a galinha enche é o saco!!!

terça-feira, 29 de março de 2011

Crianças na quadra

O colégio, ao fundo do meu quintal, libera sons de infância  e gritos entusiasmados de jovens que correm suados e felizes atrás de uma bola. 
Temos um dia ensolarado e o cenário perfeito para uma competição feliz.  
A cada gol, um coro entusiasmado e um professor que parece ainda mais satisfeito.
_  Vamos lá, vamos lá! Mais um!   - o professor sabe que o incentivo é tudo!!!
O apito do recomeço do jogo ou das poucas faltas se mistura aos sons da torcida. E essa torcida é animada, é sincera.Comemora a plenos pulmões. Aqui não há brigas nas arquibancadas, aqui temos amigos empolgados, nada mais.
Um  garotinho tropeça, cai, mas nem cara feia faz.  Está logo pronto pra outra.  Outro menino,  mais afoito e com sede de gol, suplica que lhe passem a bola... e rápido! Ele não pode perder essa chance. _Vamos logo! Vai, vaaaaaaai! Aqui!
Menininhas animadas nas laterais da quadra, com seus gritinhos agudos, se assustam quando a bola passa ligeira por elas, estourando na parede ao fundo. Vale a pena o risco de tomar uma bolada  se é para ver o Lucas jogar.
São sons de uma manhã colorida, vibrante. 
Por que o mundo não pode ser simplesmente assim? Como um jogo de futebol infantil?
Tão bom ser criança, tão bom acreditar na chance de suas vitórias!

segunda-feira, 28 de março de 2011

Câmeras da minha infância

E pensar que as primeiras fotos que bati foram com câmeras assim:











(rsrsrsrs)

Lembro bem de ter tido uma igualzinha a esta:



Semana que chama

Segunda-feira me cutucando, chamando, e eu só disfarçando, fingindo não ouvir e desejando que a semana seja boa, tranquila, amena e que venha de mansinho, na paz!
Não espero grandes emoções, pleiteio apenas uma semana razoável, daquelas em que tudo corra calmamente, em que o tempo não seja curto demais e minha ansiedade não me carregue pelas horas, aflita.
Tenho tantas coisas para fazer em casa que se eu não anotar no quadro branco da cozinha,  tim-tim por tim-tim, vou acabar me atrapalhando.
Sim, porque embora eu não tenha filhos, tenho uma casa para administrar, um pai para cuidar, uma cadela para alimentar, um marido para namorar  e um emprego para manter. E isso tem dado muito trabalho ultimamente. Aquela sensação de dias curtos, de ponteiros que deslizam acelerados no relógio, está me deixando um pouco tensa. 
Alguém, por favor, pode me dizer que ainda estamos em Janeiro???

Quando somos crianças e também adolescentes, há sempre alguém dizendo que essa será a melhor fase da sua vida, que o tempo vai voar, que devemos aproveitar, etc, etc, etc .
Papo de velho, pensamos, mas é assim mesmo!
O engraçado é que o tempo parece que começa a correr de fato com o avançar dos anos.
Se você conversar com uma criança pequena, ela sempre vai achar que demora muuuuuuuuito para chegar o amanhã, o aniversário, o Natal. E essas mesmas crianças têm uma energia infinita, passam o dia brincando, agitando, correndo... e o dia dura, dura, duuuuuuuuura.
Se você conversar com alguém mais velho, o tempo estará voando, sempre.
Melhor não pensar nisso. Melhor não fazer contas.
Melhor começar logo essa semana.

domingo, 27 de março de 2011

Às vezes me bate uma tristeza ímpar,  avassaladora.
Se eu deixar, ela me consome aos pouquinhos, me deixando inerte, calada, sem brilho.
Os pensamentos me tomam as rédeas, num embate ao início furioso, tentando fugir das agruras que se impõem no caminho. Só que as forças pela batalha se vão, lentamente, dando espaço ao silêncio, ao entorpecer.
E o que era sorriso e palavras se transforma,  rapidamente, em adoecer.

Eu não quero ficar triste. Quero a sabedoria de enfrentar a vida e as dificuldades com o queixo
erguido, com meu melhor sorriso, com essa minha mania de tentar saber viver.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Na estante, estática

Não será ficando aqui, com os olhos parados e o olhar perdido vazando a janela fechada, que eu vou conseguir entender o que se passa comigo. Porque, na verdade , não se passa nada e sei disso. Apenas quero uns minutinhos de calma, de sossego, sem ter que sair correndo para resolver nada ou me preparar para sair.
Sentada aqui, sem livro na mão, sem dedos digitando, sem TV ligada, pareço um robô desligado, uma peça posta na estante. Distante. E gosto de estar assim.
Cinco minutos, dez, não sei. O tempo que decide. Será ele o senhor do momento, não interfiro.
E assim vou permanecer até acordar, sem me preocupar muito com o que pensam disso, pois ninguém me vê assim.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Segundo dia de Outuno

Eu demoro, mas volto. Não desisto, insisto.
Olha eu aqui outra vez!

Amigos, nesta cidade de São Paulo, carinhosamente apelidada de Sampa, o frio chegou! Ou pelo menos, deu o ar da graça.
Paulistanos que aqui passaram o final de semana, como eu, não tiveram a felicidade de ver a grande Lua, a linda Lua Cheia tão comentada, tão esperada. O negócio foi contentar-se e ver fotos na internet de outras partes do planeta. E assim foi o final de semana. Garoa fina, friozinho bom para a cama.
Hoje, segunda, um tímido sol tentou vencer as barreiras das nuvens depois de dias frios e cinzentos, mas não teve forças. Acabou dando lugar ao céu fechado novamente.
Com o céu cinzento vieram os ventos acelerados que embaraçaram os cabelos da gente. Sim, porque "a gente" tenta sair para tomar um café lá fora e fumar um cigarrinho tímido. E já que não se pode fumar em lugares cobertos, o negócio é brigar com as cinzas, com o vento, com a chama do isqueiro. Cigarrinho entre os dedos e "a gente" se acomoda num cantinho de uma escadaria com as amigas, como adolescentes sentadas na escada da porta do colégio comentando os últimos acontecimentos.
O cigarro que finalmente se acende tem quase o mesmo prazer!
Mas está frio. Mais do que o esperado!
O sapatinho não é tão fechado como deveria e a gripe, combatida com comprimidos de paracetamol e associações, pode voltar a qualquer momento. É bom pensar melhor. Melhor voltar pra dentro.
Segundo dia de Outuno e já estamos assim.
Melhor tirar os casacos do armário. Nem que seja só por prevenção. Nem que seja só para arejar.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Fotos, fotos, fotos...

Aqui estou!
Entre uma fotinho e outra, um tempinho para estar aqui...
Fotinho??? Como assim???

É que eu resolvi dedicar meus dias de feriado do Carnaval para sair um pouquinho e para organizar as fotos antigas que tenho em casa. 
Tive um estalo de resolver arrumar tudo, de achar fotos perdidas, talvez me encontrar naquilo que fui, que vivi. O motivo do estalo eu não sei, mas não importa, foi um daqueles estalos que obedeci.

E ainda não consegui terminar a tarefa!!! Não que eu tenha muitas, mas estavam todas misturadas, guardadas em lugares diversos, espalhadas pela casa.
Isso porque eu falo daquelas fotos impressas em papel, antigas... Infância, família, colégio, amigos, animais de estimação, faculdade, namorados, casamento, viagens, trabalho... Fotos de tudo e de todos!
Quem me conhece sabe o quanto eu adoro fotos. Adoro fotografar também! Registros de momentos felizes, de celebrações, do dia-a-dia... 
Fotos de amigos e parentes eu guardo todas!
Adoro gente! Adoro retratos!
Amigos dizem que tenho uma memória incrível. Eu acho que tenho um acervo que me ajuda a fixar as lembranças. Uma coisa puxa a outra. 
Quando observo uma foto, invariavelmente, eu me lembro da época em que foi tirada. Eu não me limito apenas a observar as mudanças que o tempo trouxe, eu viajo no tempo... Eu revivo as emoções.

Vasculhei a casa toda, comprei vários álbuns e juntei tudo no quarto. Ficou uma zona, mas "ai" da pessoa que se atrevesse a mexer naquela bagunça antes de eu terminar. E ainda não terminei!!!!
Território minado! Melhor manter distância...

Sendo assim, não foi difícil dedicar hoooooooooras a contemplar amigos, lugares, sorrisos, expressões ... 
Uma delícia de passatempo!!! E chegamos na quarta-feira de cinzas.

Meu Carnaval foi assim, mas foi tão bom que a minha folia fotográfica ainda não terminou. Pretendo entrar quaresma adentro mergulhada nessas lembranças, cercada por todas as minhas antigas fotinhos.
Depois, espero ter forças, grana, tempo e disposição para imprimir várias das milhares de fotos digitais que tenho perdidas em pastas e arquivos por aí, por ali, por acolá. E vamos organizar tudo de novo! 
Espero que o meu marido e amigos me aguentem e compreendam  o quanto isto está sendo importante pra mim, mesmo que eu pareça uma maluca obsessiva. (rsrsrs)
Sim, porque folhear lentamente um álbum de fotos é um enorme prazer. Pelo menos pra mim!

Algumas pessoas acreditam que a quaresma  seja um período de recolhimento, de algum sacrifício e introspecção. Então, vou adaptar a situação da seguinte forma:

Vou me recolher ao meu quarto bagunçado pelas caixas e álbuns espalhados, vou passar horas a fio debruçada sobre os fotogramas, vou ficar em silêncio e bem quietinha, mas confesso:
Vou estar muito feliz!!!!
Beijos para todos

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Momento tiete

É, gente, não resisti...
Dei uma de tiete mesmo!!!
Pedi o autógrafo do Lobão no meu livro!
E ganhei!!!!!
: )))))))))))))))


Mais Lobão... e Cyndi

Devo dizer que estou mega feliz...
Ganhei o dia, ganhei a semana!
Acabo de voltar da passagem de som com a banda do Lobão (e o próprio, claro) e agora aguardo pelo início da gravação.
Enquanto isto, Cyndi Lauper checa tudo e embala "Time After Time".
Delícia de viagem aos anos oitenta.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Lobão



Preciso dizer que não estou conseguindo 
largar o livro do Lobão! 
(50 Anos A Mil - Ed. Nova Fronteira)
Não mais que um dia e meio de leitura, 
aproveitando todos momentos livres 
para conhecer um pouco mais do João Luiz.
Admiro a coragem da sua narrativa.
Se eu já era fã, agora sou mais!
Meu final de semana tem sido assim: 
Lobão, Lobão, Lobão!
Estou realmente contente em saber 
que amanhã gravaremos com ele. :)
Se as letras de suas músicas já me tocavam,
agora tocam ainda mais...





"A maior expressão da angústia
  Pode ser a depressão
  Algo que você pressente
  Indefinível
  Mas não tente se matar
  Pelo menos essa noite não"

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Aos poucos, a volta

Olá!
Acabei me afastando daqui por muito mais tempo do que gostaria, é verdade.
As férias acabaram, os compromissos aumentaram, e os imprevistos me consumiram todo e qualquer tempo disponível.
O tempo para refletir sobre o teclado foi substituído por aqueles minutinhos com a cabeça no travesseiro, antes do adormecer. O passar das horas foi preenchido por tantos afazeres e preocupações que, apesar de gostar muito de vir para cá, me deixei consumir pelo tempo.
Tantas foram as vezes em que pensei em gravar o que  me vinha no pensamento para depois dividir aqui, mas não o fiz. Deixava para o dia seguinte na esperança de que o dia fosse mais longo, mais tranquilo, mais produtivo. E mais um dia se passava... e eu cada dia mais longe.
O dia de hoje, de sol tímido, indefinido, naquele "será que chove, não chove?" me convidou a ficar na cama uns minutos a mais, como se me recompensasse pela noite que pareceu curta demais. Sim, eu mereço dormir mais um pouco. Só que meus sonhos me traem e levantei achando que o telefone havia tocado pra mim. Não tocou. Não naquela hora! 
Uma vez alerta assim, não conseguiria mais dormir.
Com aquela sensação de que acabei ganhando horinhas na jornada, adiantei o que pude e aqui estou.
Agora espero conseguir, aos poucos, a volta.
Vai ser bom estar aqui novamente.