Espiando Dentro de Mim
Um pouco daquilo que encontro, penso e observo...
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Caramba, como o tempo fica curto para o tanto de coisas que a gente quer fazer na vida. Tantas ocupações em casa e no trabalho, que me falta tempo de estar aqui. Uma pena... Preciso me lembrar de que estar aqui e escrever me faz bem. Não fosse ter lido a frase de um amigo querido dizendo que os blogs estão morrendo, eu teria passado mais um dia, mais uma semana, sem vir até aqui. É, às vezes eu preciso que alguém me chame de volta, me lembre de que preciso olhar por mim e pelo que gosto. Tenho extrema facilidade de me colocar de canto, de me deixar esperando pelo momento melhor, pela hora mais oportuna, pelo dia certo. Deixo fácil de ser prioridade na minha própria vida. Verdade também que tenho me afastado das redes sociais, mas mais por preguiça e falta de inspiração. Outro dia, no Facebook, tive a sensação de estar num shopping center lotado e barulhento. Muita informação pipocando, muita gente online, muita poluição... Sufoquei. rsrsrsrs Deu uma enorme preguiça e admito que o pique para postar e interagir por ali diminuiu. Se é fase ou não, não sei. Assim o tempo vai passando e eu aqui, mais focada em “reformas” e são elas que têm me consumido o tempo livre ou nem tanto. Passei os dias de folga pelo Carnaval resolvendo mil coisinhas e trabalhando muito. Comecei o ano com uma vontade daquelas de organizar a casa, arrumar armários, gavetas, jogar coisas fora, separar material para reciclagem, doar roupas e calçados para instituições, mudar móveis de lugar, plantar mudas no jardim, podar galhos secos, lavar tudo o que possa ser lavado e pintar o que for possível. Assim estou desde a primeira semaninha de janeiro e ao invés de saciar esta vontade com o passar dos dias, ela só aumenta. Eu olho para um canto da casa e pronto: já começo a pensar em mudar alguma coisa!!! O problema é que o tempo está curto para casa, família, trabalho e “mudanças”, mas vamos que vamos! Será por causa dos astros? Será pelo ano do Dragão? Não importa. Que venham as vontades, porque acredito que com elas venham mudanças "aqui dentro" também... Boa semana para vocês todos!
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Visita do Beija-flor
Hoje esta gracinha de criatura veio nos visitar.
Entrou pela porta da sala sem pedir licença, sem fazer alarde, apenas para dizer alô.
Devia estar fugindo da chuva, mas ainda assim, gostou, pousou e ficou .
Tivemos medo de assustá-lo e o deixamos ali, quietinho e confortável apoiado no lustre.
De tempos em tempos, ele dava uma voadinha e voltava para o mesmo lugar.
Muito pequenino, mas ainda assim, muito belo. Peninhas delicadas com reflexos coloridos que só percebi depois de fotografá-lo. Lindo!
Só o tirei delicadamente da sala horas depois, com medo que ele ficasse sem se alimentar.
(não entendo nada desses bichinhos, comecei a ficar preocupada com a sua natureza!!!)
Soubesse não prejudicá-lo, eu o teria mantido ali... quietinho e lindo, apenas para contemplá-lo.
Meu coração maternal e canceriano não permitiu... Umas fotos para guardar de lembrança e liberdade.
Volte mais vezes, amiguinho!
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Enquanto Lilith dorme
Olhando para a Lilith* que dorme esparramada aos meus pés,
lembro-me do quanto a vida é prazerosa
quando temos paz e companhia ao mesmo tempo.
Algumas vezes pensamos que para estarmos em paz, é
necessário ficar só... e em algumas vezes é. Em outras, estar sozinho consigo mesmo pode ser um grande
tormento quando os pensamentos nos sabotam, nos machucam, nos confundem e
assombram.
Hoje estou em paz. Lilith também.
Gostoso sentir que ela sonha tranquila e confiante ao meu lado, que sabe que velo seu sono. Chego a vislumbrar um sorrisinho canino em seu focinho.
Ela deve estar sentindo meus carinhos, meu amor, minha gratidão.
Lá fora há o cheiro gostoso das plantas que foram molhadas pela chuva de verão. Cheiro bom, noite fresca.
Não sinto vontade de ligar a TV para preencher a sala, ouvir
música para alimentar a alma, ou tagarelar para me dizer o que passa pela
cabeça.
Estar em paz pode ser assim: querer apenas afagar o pêlo macio da Lilith enquanto ela dorme, sem precisar prestar atenção em mais nada...
*minha cadela
foto tirada em Maio/2011
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Caras metades
Tampa da panela, metade da laranja... pra quem???
Vira e mexe alguém gosta de dizer que procura, que ainda não
achou...
E eu penso comigo: Ainda bem! Um dia você vai perceber que é
inteiro e aí sim, vai ser e fazer alguém feliz.
Acho muito engraçado algumas pessoas não se sentirem
inteiras, estarem sempre se auto definindo como metades, como incompletas, como
se para “ser alguém” precisassem de outra pessoa em suas vidas. Nunca pensei assim. Sempre acreditei que, se eu fosse incompleta
até pra mim, o negócio seria evoluir primeiro pra depois pensar em ficar com
alguém.
Não pensem que eu não seja romântica, que não goste de
namorar, que não saiba me entregar. Não penso que seja assim.
Considero muito mais sedutor que duas pessoas inteiras, que
se sintam plenas e confiantes, possam realizar mais. Precisar de alguém,
literalmente falando, já é ruim. Cria uma dependência, não? O dependente é livre para ser ele mesmo?
Ou ele precisa ceder para ter?
Não sei, não gosto mesmo de ler, ouvir ou sentir que “precisamos
de alguém”... da tampa, da metade...
Casais que se admiram, amam e respeitam com suas diferenças
me parecem mais saudáveis, mais plenos, mais felizes.
Longe de eu ter a receita da felicidade... afinal, quem sou
eu? Não sou modelo pra ninguém... se é que nisto existem modelos a serem seguidos. Só acho que o amor pode sim,
acabar. A graça está nisso, nas
possibilidades da mudança.
Amor também se transforma, aumenta, diminui, acaba... e a panela vai continuar ali... com ou sem
tampa! Não é, não?
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Retratos
_Por que é que eu gosto tanto de retratos?
_Porque gosto de gente!!!!!!
Sempre fui assim, desde criança. Eu já adorava fotografar, capturar expressões nos rostos dos meus primos, dos meus amigos do colégio. Talvez fosse uma forma de perpetuar seus sorrisos ao mesmo tempo em que eu os traria pra mim. Adorava também me debruçar sobre álbuns recheados de fotografias, fossem elas recentes ou antigas, de pessoas com quem convivia ou de outros que nem conheci.Tentava imaginar o que pensavam naquele instante, se gostavam da roupa que vestiam, se estavam à vontade ali parados, se eram felizes naquele dia, naquele momento.
Tal gosto fosse fruto de criança canceriana sensível, ou quem sabe, para os mais descrentes, apenas resultado do olhar e curiosidade de criança filha única a tentar descobrir aquilo que era “diferente”.
Devo ter sido aquele tipo de criança que para encarando os outros, porque até hoje me pego observando atentamente e calada pessoas nas ruas, nas salas de espera, nas festas, no trabalho, nos restaurantes... onde for. Tem gente por perto? Me interessa muito!
Para um bom observador, não há alma que não se entenda. Basta querer olhar...e ver.
Rostos dizem mais do que palavras. Rostos dificilmente sabem mentir. Olhares, então, revelam o que nem sempre você está preparado para saber.
Acho fascinante aprender a olhar, aprender a ver.
Ele riu... e ela caiu
Como podia, um homem de semblante tão tímido, poder rir daquele jeito?
Como podia ela ter se apaixonado por uma voz? Por uma risada? E pelo telefone?????????????
Sim, como era possível se encantar por uma voz sem rosto, sem corpo, sem toque, sem beijo e sem abraço?
No meio de um turbilhão de compromissos, de repente, se viu descansada e acolhida em palavras soltas de um desconhecido muito paciente. Quando falava com ele o tempo parava, a pressa sumia e tudo parecia entrar de acordo com o que ele professava: tudo vai dar certo, relaxa... E ela relaxava...e as coisas davam certo no final. Se não pelo poder que ele tinha de transformá-las em simples, pela alegria e otimismo que ela absorvia dele.
E assim ela se envolveu sem perceber. Em questão de poucos dias sentia alegria com os seus contatos. Sorria feliz e deixava de ser séria, de ser brava.
Ainda não sabe se o acaso quis brincar com seu destino ou se os anjos quiseram ser travessos. Não importa. O que eram compromissos cheios de responsabilidades virou diversão, curiosidade e alegria. Queria aquela voz por perto, ao alcance e a qualquer momento, nem que fosse só para dizer: se precisar de alguma coisa, eu estou aqui. E ele parecia estar.
Era fácil ser sincero com quem não tinha rosto, com quem não iria se encontrar, a quem não iria julgar. E assim ficou combinado brincar de dizer tudo, de perguntar e responder qualquer coisa, de se entregar. O que começou com respostas simples como “sims e nãos”,transformou-se em interesses compartilhados, desejos contidos liberados, mágoas confessadas e um inexplicável tesão.
Dava até medo.
E deu!
Tanto medo que ela fugiu de si mesma, de seus sentimentos e de todo esse turbilhão. Quando viu finalmente o brilho de seus olhos pertinho de seu rosto, a poucos centímetros de seu corpo e ao alcance de seus braços, ficou com mais do que medo. Sentiu verdadeiro pavor.
Pavor de perder a magia que tinha e sentia por ele até aquele minutinho, pavor de não saber mais fugir daquele frisson, pavor que o corpo roubasse a força daquela voz. E fugiu escondida em palavras desconexas e abobalhadas, gestos perdidos e medrosos e olhares fugidios.
Quis se esconder dentro da primeira caixa preta e lacrada que pudesse encontrar e teve medo que ele também assim quisesse. Como ela tivera coragem?
Camuflou a vontade do abraço com a preocupação pelo pouco tempo, com o tardar das horas.
Se antes tinha procurado na bebida a coragem para concretizar as palavras, agora essa mesma bebida lhe roubava a lucidez, o raciocínio... E fugiu do que tanto quis, do que tanto desejou. Quando sentiu o gosto da sua boca, teve vontade de sair correndo, com medo de perder a cabeça, de perder a razão. E mentiu...e disse a primeira bobagem que veio a cabeça...
Ela queria ouvir apenas: tudo vai dar certo... relaxa.
Ela prometeu para si mesma apagar todas aquelas lembranças e seguir em frente com a alma leve e o coração esvaziado, mas foi em vão. Quanto mais pensava em esquecê-lo, mais o encravava na memória . Passou a decorar cada linha de expressão de seu rosto, cada timbre de sua voz. E lembrava-se da risada gostosa que ele tinha, da maneira tranqüila com que falava e a tranqüilizava sempre... E apaixonava-se novamente. Pronto! Todo o esforço em vão!!! Sim, por culpa apenas daquela solta risada. Como era difícil resistir não procurá-lo mais. Quem sabe um dia...
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Dia de sair mais cedo de casa
Dezembro: mês de festas e encontros. Mês de luzes coloridinhas espalhadas pela cidade.
Mês de trânsito caótico em Sampa apesar do término das aulas. É...tudo tem o seu preço.
E se chover muito, como nesta madrugada, é melhor não esperar que a vida seja fácil sobre o asfalto no dia seguinte.
Vou escolher a minha trilha de fundo, tomar meu banho mais cedo e sair pelo menos com uma meia hora de antecedência... pelo menos!
Vou pensar na vida enquanto guio e escuto minhas músicas.
Pensar na vida de quem?
(Ultimamente não tenho pensado muito na minha, é verdade, mas não reclamo. Pensar em outras pessoas pode ser muito mais interessante. )
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Tempo de esperar
Tudo podia ter sido diferente. E era para ser... tinha tudo para ser. Mas não foi!
Apressei o ritmo, decidi que tinha que ser naquele dia, que não poderia esperar mais. E o acaso riu de minha decisão, brincou com a minha cara e me fez esperar. .. A cada minuto passado a confusão e ansiedade aumentavam e o que era espera pulsante transformou-se em medo latejante.
Esperei demais.
Quando chegou eu já não via, ouvia, sentia... Era outra pessoa dentro de mim.
Só senti os ponteiros girando, girando, girando. E fiquei tonta.
Só acordei quando a porta bateu e vi o menino saindo apressado sem olhar para trás. Era tarde, realmente tarde para pedir para voltar... para não ir, para ficar.
Senti saudade. Quase gritei, quase chorei. Agora era mesmo tarde demais.
E naquele dia o sono não veio, mas o pesadelo dura até agora.
Apressei o ritmo, decidi que tinha que ser naquele dia, que não poderia esperar mais. E o acaso riu de minha decisão, brincou com a minha cara e me fez esperar. .. A cada minuto passado a confusão e ansiedade aumentavam e o que era espera pulsante transformou-se em medo latejante.
Esperei demais.
Quando chegou eu já não via, ouvia, sentia... Era outra pessoa dentro de mim.
Só senti os ponteiros girando, girando, girando. E fiquei tonta.
Só acordei quando a porta bateu e vi o menino saindo apressado sem olhar para trás. Era tarde, realmente tarde para pedir para voltar... para não ir, para ficar.
Senti saudade. Quase gritei, quase chorei. Agora era mesmo tarde demais.
E naquele dia o sono não veio, mas o pesadelo dura até agora.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Insonia e confusão... e pensamentos estranhos...e Adele ... e saudade...
Acordada às três da manhã, estava navegando enquanto o sono não vem. Visitei alguns perfis, algumas páginas, ouvi músicas e mais músicas.
Grudei na Adele e nos seus agudos e fiquei aliviada em saber que os que dormem estão em quartos longe de mim... Não me ouvem desafinar e nem quase gritar.
Dormi pouco neste final de semana, não descansei à tarde e pensei que adormeceria fácil se fosse para a cama cedo. Só que eu não fui.
Pensei em me deitar, mudei de ideia.
Resolvi tirar novas fotos por achar que as que tinha nos perfis sociais estavam velhas. Quase desisti. Na primeira imagem não gostei do que vi.
Senti quase tristeza. Procurei pelo brilho do olhar. Que brilho?
Acabei escolhendo uma foto dessas novas e tentei me sentir renovada fazendo uploads aqui e ali. Não deu certo. Olhei novamente o meu rosto e me senti estranha. Me senti e vi triste, muito triste.
E por que sinto-me assim?
E por que acabo escolhendo músicas que parecem ter sido escritas pra narrar o que não quero contar a ninguém?
Será TPM?
É, pode ser... porque agora eu virei o tipo de mulher que fica sensível, que chora, que tem insônia e fica sonhando com qualquer situação romântica que esboce o menor sinal de ter a ver comigo.
Eu devia ser muito mais interessante quando tinha TPM normal. Quando queria apenas matar um que se pusesse no meu caminho e só.
Não é TPM. Desculpa mais do que esfarrapada até pra mim! Que papelão!
É Lua cheia. Sou eu. É o que vai na alma e que transborda nos suspiros.
Fiquei sentada na soleira da sala onde escrevo por vários minutos a contemplar a Lua e sentindo frio. E ouvindo Adele, e mais Adele, e mais Adele... A mesma música.
I've made up my mind,
Don't need to think it over,
If i'm wrong i am right,
Don't need to look no further,
This ain't lust,
I know this is love but,
If i tell the world,
I'll never say enough,
Cause it was not said to you,
And thats exactly what i need to do,
If i'm in love with you,
Observei a fumaça do cigarro subindo como se tivesse vida própria.
Repeti o refrão baixinho e acabei deixando umas lágrimas rolarem junto com as notas. Deixei as emoções saírem. Senti saudades de mim, mas fiquei melhor ao final.
E resolvi vir dividir meus sentimentos aqui.
Porque eu posso me sentir confusa, mas estou sendo muito sincera no que sinto.
Should i give up,
Or should i just keep chasing pavements?
Even if it leads nowhere,
Or would it be a waste?
Even if i knew my place should i leave it there?
Should i give up,
Or should i just keep chasing pavements?
Even if it leads nowhere
Perseguindo Sonhos Impossíveis
Eu me decidi,
Não preciso refletir sobre isto,
Se estivesse errada estaria certa
Não é preciso mais nenhum olhar
Isto não é luxúria,
Eu sei que isto é amor mas,
Se eu dissesse ao mundo,
Eu nunca diria o bastante,
Porque que não foi dito a você,
E isso é exatamente o que eu preciso fazer,
Se eu estou apaixonada por você,
Eu deveria me render,
Ou eu deveria continuar perseguindo sonhos impossíveis?
Até mesmo se não conduz a parte alguma
Ou seria um desperdício?
Até mesmo se eu soubesse que é meu lugar deveria deixá-lo?
Eu deveria me render,
Ou eu deveria continuar perseguindo sonhos impossíveis?
Até mesmo se não conduz a parte alguma
Eu me construiria,
E voaria em círculos
Espere então meu coração cair
E atrás de mim começa a dor
Finalmente isto poderia ser
Eu deveria me render,
Ou eu deveria continuar perseguindo sonhos impossíveis?
Até mesmo se não conduz a parte alguma
Ou seria um desperdício?
Até mesmo se eu soubesse que é meu lugar deveria deixá-lo?
Eu deveria me render,
Ou eu deveria continuar perseguindo sonhos impossíveis?
Até mesmo se não conduz a parte alguma
Eu deveria me render,
Ou eu deveria continuar perseguindo sonhos impossíveis?
Até mesmo se não conduz a parte alguma
Ou seria um desperdício?
Até mesmo se eu soubesse que é meu lugar deveria deixá-lo?
Eu deveria me render,
Ou eu deveria continuar perseguindo sonhos impossíveis?
Até mesmo se não conduz a parte alguma
domingo, 11 de dezembro de 2011
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Primeira Gaveta
Ele ficou triste, decepcionado, e guardou suas mágoas no fundo de uma gaveta. Seguiu seu dia como se nada tivesse acontecido, como se aquilo fosse bobagem. Mentiu pra si mesmo e saiu com um sorriso no rosto, enganando a todos com aquela cara de feliz. Jamais pensariam que ele estaria triste. Pessoas tristes não seduzem aquele tipo de gente. Era melhor parecer um deles.
Foi dormir pensativo, sentindo-se sozinho apesar de acompanhado. Imaginou-se independente, liberto, mas afastou os pensamentos quando lembrou da infância e das dificuldades passadas. A vida parecia melhor agora, melhor fingir que sim.
Ao lado ela dormia tranquila, talvez sonhando com seus novos projetos. Para ela tudo era mais fácil, mais seguro, mais estável. Ali não havia o medo do fracasso, a falta de recursos. Era querer e poder...e mandar.
Sentiu uma certa raiva daquele jeito imperativo dela comandar a vida e culpou os astros. Precisava por a culpa em alguém, em alguma coisa. Que fosse ao menos culpa do seu signo. Pelo menos era uma desculpa. Precisava acreditar nisso para suportar as horas de silêncio, os carinhos escassos e automáticos e a falta de compreensão e cumplicidade. Admitiu para si a culpa de deixar as coisas chegarem ao ponto que estava. Pensou também na carreira e reconheceu estar fazendo tudo errado e, por isso mesmo, estar tão infeliz.
Abriu novamente a gaveta e, mais uma vez, trancou as emoções lá dentro. Era mais fácil adormecer assim.
Foi dormir pensativo, sentindo-se sozinho apesar de acompanhado. Imaginou-se independente, liberto, mas afastou os pensamentos quando lembrou da infância e das dificuldades passadas. A vida parecia melhor agora, melhor fingir que sim.
Ao lado ela dormia tranquila, talvez sonhando com seus novos projetos. Para ela tudo era mais fácil, mais seguro, mais estável. Ali não havia o medo do fracasso, a falta de recursos. Era querer e poder...e mandar.
Sentiu uma certa raiva daquele jeito imperativo dela comandar a vida e culpou os astros. Precisava por a culpa em alguém, em alguma coisa. Que fosse ao menos culpa do seu signo. Pelo menos era uma desculpa. Precisava acreditar nisso para suportar as horas de silêncio, os carinhos escassos e automáticos e a falta de compreensão e cumplicidade. Admitiu para si a culpa de deixar as coisas chegarem ao ponto que estava. Pensou também na carreira e reconheceu estar fazendo tudo errado e, por isso mesmo, estar tão infeliz.
Abriu novamente a gaveta e, mais uma vez, trancou as emoções lá dentro. Era mais fácil adormecer assim.
domingo, 27 de novembro de 2011
Talking Heads - "Burning Down The House"
E a semana pode começar no clima dessa música, que começa bem!
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Começando o dia com Primal Scream...
Apesar da dor de estômago que me incomoda desde ontem, resolvi começar o dia bem. Suave...
domingo, 20 de novembro de 2011
Porque eu acredito em anjos...
Eu tive medo de perder aquelas risadas, de não ouvi-las mais, de não me deixar contagiar pelo otimismo que ele sempre parecia ter e que me fazia tão bem.
Não sabia quem ele era, de onde vinha, como se parecia, nada! Era apenas mais um contato no meio de tantos que a vida me traz... Era alguém diferente, que tinha o dom de me fazer sorrir e desacelerar. Tinha ali alguma coisa de especial, que me fazia bem. Não tinha rosto, não tinha endereço, não era concreto.
No meio do caos e agitação do trabalho, aquela voz e o som daqueles risos me acalmavam instantaneamente. Como era possível isso? Que mágica era essa?
Imaginava-o sentado numa praia, num fim de tarde, com os pés na areia e o olhar perdido nas ondas. Sim, pra mim alguém tão tranqüilo só poderia viver olhando pro mar!
Anjo de praia que apareceu sem asas e sujo de areia. Era essa a imagem que eu tinha toda vez que ouvia seus risos me dizendo para relaxar... E eu relaxava, como era possível?
De repente, do nada, no meio de um dia corrido e atarefado, me bateu uma pequena tristeza em lembrar que eu não teria mais suas ligações, nossas pequenas conversas, suas contagiantes gargalhadas, sua tranqüilidade e leveza.
Pensei em anjos, que aparecem e não ficam para sempre, e me conformei.
Resolvi caminhar no meio do verde e das plantas, me afastando do burburinho nervoso e dos colegas agitados. Olhei para o céu e suspirei em agradecimento por tomar consciência de momentos simples e mágicos como este, quando eu descubro o poder na natureza interferindo nos meus passos. Fechei os olhos e ouvi na memória:
_ Relaaaaaaxa, tudo vai dar certo.
Sorri sozinha daquela maluquice e fiquei feliz.
Se para acreditar que tudo ficaria bem eu precisava de uma voz nos meus ouvidos, que assim fosse. Ela veio, eu ouvi... e se foi. Bateu uma saudade.
Pouco tempo depois, alguém, por escrito, me pergunta:
_ Tem certeza de que você está bem?
Meu anjo tinha aparecido novamente... para eu nunca mais deixar ir embora.
Agora quem ria era eu! Feliz com a surpresa, feliz com a proteção dos céus.
Tem coisas que a gente não explica, a gente sente! E não precisa de mais nada...
Não sabia quem ele era, de onde vinha, como se parecia, nada! Era apenas mais um contato no meio de tantos que a vida me traz... Era alguém diferente, que tinha o dom de me fazer sorrir e desacelerar. Tinha ali alguma coisa de especial, que me fazia bem. Não tinha rosto, não tinha endereço, não era concreto.
No meio do caos e agitação do trabalho, aquela voz e o som daqueles risos me acalmavam instantaneamente. Como era possível isso? Que mágica era essa?
Imaginava-o sentado numa praia, num fim de tarde, com os pés na areia e o olhar perdido nas ondas. Sim, pra mim alguém tão tranqüilo só poderia viver olhando pro mar!
Anjo de praia que apareceu sem asas e sujo de areia. Era essa a imagem que eu tinha toda vez que ouvia seus risos me dizendo para relaxar... E eu relaxava, como era possível?
De repente, do nada, no meio de um dia corrido e atarefado, me bateu uma pequena tristeza em lembrar que eu não teria mais suas ligações, nossas pequenas conversas, suas contagiantes gargalhadas, sua tranqüilidade e leveza.
Pensei em anjos, que aparecem e não ficam para sempre, e me conformei.
Resolvi caminhar no meio do verde e das plantas, me afastando do burburinho nervoso e dos colegas agitados. Olhei para o céu e suspirei em agradecimento por tomar consciência de momentos simples e mágicos como este, quando eu descubro o poder na natureza interferindo nos meus passos. Fechei os olhos e ouvi na memória:
_ Relaaaaaaxa, tudo vai dar certo.
Sorri sozinha daquela maluquice e fiquei feliz.
Se para acreditar que tudo ficaria bem eu precisava de uma voz nos meus ouvidos, que assim fosse. Ela veio, eu ouvi... e se foi. Bateu uma saudade.
Pouco tempo depois, alguém, por escrito, me pergunta:
_ Tem certeza de que você está bem?
Meu anjo tinha aparecido novamente... para eu nunca mais deixar ir embora.
Agora quem ria era eu! Feliz com a surpresa, feliz com a proteção dos céus.
Tem coisas que a gente não explica, a gente sente! E não precisa de mais nada...
Sons de risada podem me fazer sorrir mais...
Nunca tinha sentido tanta falta de risadas em minha vida.
Nunca pensei que risadas pudessem me fazer tão bem. E não falo das minhas próprias risadas.
Percebi, faz pouco tempo, que risadas dos outros podem me acalmar, me relaxar, me conquistar.
Percebi que fazer rir, mesmo sem querer, pode ser possível. Isso é novo pra mim.
Acostumada a levar a vida muito a sério, não me permitia rir do nada.
Quem foi que disse que paz e felicidade não podem ser assim, um breve momento em que você se desarma e se deixa levar, pelo riso, pela alegria, pelo encontro inesperado.
Ainda me surpreendo comigo mesma.
Ainda me apaixono por coisas novas.
Ainda descubro emoções que nunca vivi.
Ainda bem!!! rsrsrsrsrs
Nunca pensei que risadas pudessem me fazer tão bem. E não falo das minhas próprias risadas.
Percebi, faz pouco tempo, que risadas dos outros podem me acalmar, me relaxar, me conquistar.
Percebi que fazer rir, mesmo sem querer, pode ser possível. Isso é novo pra mim.
Acostumada a levar a vida muito a sério, não me permitia rir do nada.
Quem foi que disse que paz e felicidade não podem ser assim, um breve momento em que você se desarma e se deixa levar, pelo riso, pela alegria, pelo encontro inesperado.
Ainda me surpreendo comigo mesma.
Ainda me apaixono por coisas novas.
Ainda descubro emoções que nunca vivi.
Ainda bem!!! rsrsrsrsrs
sábado, 19 de novembro de 2011
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Pessoas estranhas... ainda bem!
Começo a pensar que eu seja uma pessoa estranha.
Num dia estou exultante, feliz, e qualquer coisa me faz sorrir.
No dia seguinte, sem que nada de especial aconteça, me bate uma quase tristeza, uma vontade de ficar quietinha, recolhida, calada.
Deve ser difícil conviver comigo, imagino.
Só tomo muito cuidado para não escorregar para o mau humor, porque ninguém tem culpa de meus devaneios, de meus anseios, de minhas manias.
A maioria das pessoas espera que os outros sejam seres constantes e equilibrados, mas admito que esse nunca foi o meu ideal.
Conversando com uma amiga muito próxima e querida do trabalho, questionávamos juntas os motivos de sermos tanto "oito ou oitenta". Não descobrimos as respostas, como era de se esperar.
Só me pergunto: queremos mesmo mudar? Será que no fundo não gostamos de ser exatamente assim, inconstantes?
Queremos a tranquilidade e a monotonia de ser sempre igual, reagir sempre da mesma forma? Não, não queremos. Sei que não!
Enquanto isso continuamos, assim... "Sei lá entende,mil coisas.." rsrs
Num dia estou exultante, feliz, e qualquer coisa me faz sorrir.
No dia seguinte, sem que nada de especial aconteça, me bate uma quase tristeza, uma vontade de ficar quietinha, recolhida, calada.
Deve ser difícil conviver comigo, imagino.
Só tomo muito cuidado para não escorregar para o mau humor, porque ninguém tem culpa de meus devaneios, de meus anseios, de minhas manias.
A maioria das pessoas espera que os outros sejam seres constantes e equilibrados, mas admito que esse nunca foi o meu ideal.
Conversando com uma amiga muito próxima e querida do trabalho, questionávamos juntas os motivos de sermos tanto "oito ou oitenta". Não descobrimos as respostas, como era de se esperar.
Só me pergunto: queremos mesmo mudar? Será que no fundo não gostamos de ser exatamente assim, inconstantes?
Queremos a tranquilidade e a monotonia de ser sempre igual, reagir sempre da mesma forma? Não, não queremos. Sei que não!
Enquanto isso continuamos, assim... "Sei lá entende,mil coisas.." rsrs
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
terça-feira, 15 de novembro de 2011
sábado, 12 de novembro de 2011
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
terça-feira, 1 de novembro de 2011
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